Projeto viabilizado pelo Criança Esperança faz balanço das ações em prol da inclusão

Atuando cada vez mais em prol da inclusão da pessoa com deficiência, o Instituto Ester Assumpção vem trabalhando para ampliar a sua atuação e comemora os resultados alcançados no último ano. Em 2022, a entidade foi contemplada pelo projeto Criança Esperança, que viabilizou o PAIDEIA - Programa de Assessoria e Intervenção voltado para o Desenvolvimento Educacional, Inclusão e Acessibilidade - para fazer a implantação de práticas pedagógicas que respeitem as diferenças individuais dos alunos com deficiência.

De acordo com Cíntia Santos, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Ester Assumpção, através do trabalho do PAIDEIA foi possível ver que, mesmo com avanços, a educação lida com os mesmos desafios do século XX. "São problemas, como, analfabetismo, analfabetismo funcional, falta de investimento e precariedade na adoção de modelos pedagógicos para a diversidade. Conforme dados da ONU em 2018, as pessoas com deficiência têm menor probabilidade de frequentar a escola e maior probabilidade de serem analfabetas do que as sem deficiências. Nas intervenções do PAIDEIA, realizamos a avaliação de 105 crianças do primeiro ao nono ano do ensino fundamental cujos profissionais das escolas apontaram como tendo algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Este número foi uma amostragem para que possamos ter um panorama e, assim, planejar ações inclusivas", avalia.

O Instituto Ester Assumpção vai atuar no sentido de ajudar a preparar a comunidade escolar para a adaptação de materiais pedagógicos. "Criamos um comitê gestor das ações inclusivas composto por professores, gestores e representantes dos alunos com deficiência, oferecemos atividades de intervenções psicopedagógicas para as crianças com deficiência e realizamos palestras sobre educação inclusiva. Além disso, tivemos oficinas para adaptação de materiais pedagógicos e cursos sobre educação inclusiva, em especial para educadores e gestores", complementa.

A equipe do Instituto Ester Assumpção elaborou um planejamento de intervenções que seguiu três fases. "A primeira foi o diagnóstico de atitudes inclusivas, em seguida a intervenção junto ao público, como pais, crianças com deficiência e professores e depois, a mais importante, que é a manutenção das ações inclusivas, que é o objetivo principal do nosso trabalho", destaca Cíntia Santos.

Segundo Cíntia Santos, conscientizar a sociedade acerca do potencial da pessoa com deficiência é o caminho, já que mesmo com o crescimento de matrículas das crianças na educação básica, existe incapacidade no atendimento. "Temos muito despreparo para a assistência das necessidades educacionais desses alunos, tanto que em 2020, segundo o Censo Escolar, o Brasil tinha 1,3 milhão de crianças e jovens com deficiência na Educação Básica. Desses, 13,5% estavam em salas ou escolas exclusivas, e 86,5% estudavam nas mesmas turmas dos demais alunos. Porém, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), também elaborada pelo IBGE e divulgada em agosto de 2021, revelou o tamanho da lacuna educacional desse contingente da população brasileira e 67% não tinham instrução alguma ou só o ensino fundamental incompleto. Entre as pessoas sem deficiências, esse porcentual é de 30%", revela.

Isolamento social

O impacto da pandemia de Covid-19 na educação também foi um agravante, já que através de um diagnóstico realizado no ano de 2021, pela Alicerce Educação, foram avaliados 2.763 alunos em todo o Brasil. "Na pesquisa foram identificadas as lacunas de aprendizagem fortemente agravadas após quase dois anos de ensino remoto e isolamento social. Do total de alunos, 2.265 eram crianças entre cinco e 13 anos, 237 eram jovens entre 14 e 25 anos e 261, adultos com idade superior a 25 anos. Nesse estudo, as crianças apresentaram cerca de 2,2 anos de defasagem escolar em matemática, 1,9 anos em leitura e 1,7 anos em redação. Já os jovens apresentaram uma defasagem escolar média de 4,5 anos em matemática, 3,3 anos em leitura e 4,2 anos em redação", explica.

Missão e dedicação

O PAIDEIA foi encerrado no final de 2022, mas as ações do Instituto Ester Assumpção não vão cessar. Cíntia Santos lembra que através dos trabalhos desempenhados em prol das pessoas com deficiência, a entidade segue em frente, com a missão de ajudar na educação, quanto também, no mercado de trabalho. "Realizar esse trabalho foi muito importante para podermos mapear e entender ainda mais como está a situação das crianças com deficiência nas escolas. Continuaremos em frente, dia a dia com os trabalhos de apoio na inclusão nas escolas, quanto também no mercado de trabalho", conclui.

Instituto Ester Assumpção

Fundado no ano de 1987, o Instituto Ester Assumpção é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos criada por Ester Assumpção, educadora nacionalmente conhecida pelo caráter pioneiro e inovador no campo da educação. A instituição atua no campo da inclusão da pessoa com deficiência e tem como foco contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva, onde a diversidade seja aceita e respeitada na sua integralidade. As principais frentes de atuação são a qualificação e inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a consultoria para que as organizações se adequem e cumpram o papel social de promover a inclusão.

Site: https://www.ester.org.br 

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