80% das empresas projetam aumento no faturamento no Triângulo Mineiro segundo Abrasel TM
Com a proximidade do Dia das Mães, o setor de alimentação
fora do lar no Triângulo Mineiro se prepara para uma das datas mais importantes
do calendário. Pesquisa da Abrasel Triângulo Mineiro, realizada entre os dias
16 e 23 de abril, com mais de 80 empresários, revela que 80% das empresas
projetam faturar mais na data, reforçando o potencial do período para
impulsionar receitas e equilibrar o caixa dos estabelecimentos.
As expectativas são positivas: 25% dos empresários estimam
aumentar o faturamento entre 6% e 10%, para 22% até 5%. Já 15% dos empresários
acreditam crescer entre 11% e 20%, e 15% até 50%.
Para Fábio Bertolucci, presidente da Abrasel no Triângulo
Mineiro, a data representa uma oportunidade estratégica para o segmento.
“Existe um otimismo grande em relação ao Dia das Mães, quando a maioria dos
empresários vislumbra faturamento acima da média. Esse desempenho é fundamental
para ajudar a equilibrar despesas e melhorar o fluxo de caixa, especialmente em
um cenário ainda desafiador”, afirma.
Situação financeira em março
Apesar da expectativa positiva, os dados da pesquisa também
mostram que o setor ainda opera sob pressão. Em março, 29% das empresas
registraram lucro, enquanto 51% mantiveram estabilidade e 20% tiveram prejuízo.
No mesmo período, 54% apontaram aumento no faturamento em relação a fevereiro,
27% ficaram estáveis e 17% registraram queda.
A dificuldade em repassar custos segue como um dos
principais entraves: 41% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar os
preços nos últimos 12 meses. Entre os que reajustaram, 53% aplicaram correções
em linha ou abaixo da inflação e apenas 6% acima dos índices
inflacionários.
O endividamento também preocupa: 38% das empresas possuem
pagamentos em atraso, principalmente relacionados a impostos federais (80%),
tributos estaduais (44%) e fornecedores de insumos (36%).
Segundo Bertolucci, o cenário exige atenção redobrada dos
empresários. Os dados apontam que a situação econômica do setor ainda é
delicada, com muito endividamento de impostos e as empresas não conseguindo
repassar para o consumidor final a inflação, o que deixa o resultado financeiro
abaixo do ideal. É um ano desafiador para o setor com tantas questões impostas
pelo Poder Público, forçando o empresário a ser criativo, resiliente e atento
ao que está impactando os nossos negócios”, avalia.



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