Conteúdo gratuito com Clarisse Alvarenga, já disponível no YouTube, reforça o papel do audiovisual na ampliação de repertório, da sensibilidade e do pensamento crítico de crianças e adolescentes
O projeto Trakinagem – Cinema e Educação, idealizado pelo cineasta e educador Cristiano Barbosa, ampliou a discussão sobre o papel do audiovisual na formação de crianças e adolescentes ao promover um webnário com a professora, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cineasta e integrante da diretoria da Rede KINO – Rede Latino-americana de Educação, Cinema e Audiovisual, Clarisse Alvarenga.
Há oito anos, o Trakinagem realiza oficinas gratuitas de audiovisual em Uberlândia, aproximando crianças e adolescentes do cinema como linguagem, ferramenta de expressão e instrumento de aprendizagem. No Webnário Trakinagem Cinema e Educação, Clarisse contribui para aprofundar o debate sobre como o cinema pode ampliar repertórios, sensibilidades e leituras de mundo, dialogando com pais, educadores e demais interessados no tema de forma acessível e objetiva. O conteúdo já está disponível no canal do projeto no YouTube: www.youtube.com/@TrakinagemCine/ https://youtu.be/-EymFD_YLIc
Com atuação na Rede KINO, dedicada à promoção de projetos de cinema em escolas e também em espaços educativos não formais, como ONGs, entidades de classe e cineclubes, Clarisse destaca a importância de acompanhar com mais atenção o universo audiovisual consumido por crianças e jovens. “É fundamental assistir com eles ao que circula no cotidiano e, mais do que isso, apresentar outras obras, outras narrativas e outras possibilidades estéticas, para ampliar seu repertório. Não se trata apenas de classificar o que veem como bom ou ruim, mas de criar oportunidades de acesso a experiências audiovisuais que possam enriquecer sua formação”, afirma.
A oitava edição, iniciada em agosto de 2025, foi realizada pela produtora O Sopro do Tempo, com patrocínio do Instituto Algar, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
Entre os diversos projetos coordenados por Clarisse na Casa de Cinema da UFMG, está o trabalho voltado à formação de educadores e cineastas indígenas. “O cinema indígena não interessa apenas aos povos indígenas, mas a toda a sociedade. Ele nos permite compreender que o Brasil é constituído por múltiplas culturas, povos e diferentes maneiras de produzir e compreender as imagens”, destaca a cineasta.
Para Cristiano Barbosa, idealizador do Trakinagem, a contribuição de Clarisse Alvarenga reforça uma reflexão urgente em um momento em que o celular e as imagens em movimento já fazem parte do cotidiano de crianças e adolescentes. “As oficinas do Trakinagem partem do conhecimento que eles já possuem, porque muitos já sabem filmar e registrar o mundo ao redor. O nosso papel é ampliar esse repertório e, principalmente, desenvolver sensibilidade e olhar crítico, para que possam experimentar outras formas de perceber, interpretar e expressar seus cotidianos por meio do audiovisual, de maneira mais consciente e criativa”, afirma.
Balanço da 8ª edição
Em 2025, o Trakinagem realizou sua oitava edição, com sete oficinas em seis instituições parceiras localizadas na periferia de Uberlândia. Os encontros resultaram na produção de 15 curtas-metragens, com até cinco minutos de duração, abordando temas relacionados ao meio ambiente e à diversidade sociocultural, com a participação de 158 crianças e adolescentes de 9 a 15 anos.
Também foram promovidas seis sessões de exibição dos filmes produzidos nas oficinas, realizadas nas próprias instituições parceiras e em escolas públicas da rede municipal, alcançando 2.710 espectadores.
Devido à boa gestão dos recursos do projeto, a equipe viabilizou ainda uma oficina extra no Ticote, uma das instituições parceiras, que resultou em mais três curtas: Dirigir a vida, No controle e O Mundo mudou, produzidos com a participação de 18 jovens de 9 a 15 anos. Todos os filmes estão disponíveis no canal do projeto no YouTube.
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