Comper

Minas Gerais: Obras de recuperação das cidades atingidas pelas chuvas vão integrar Novo PAC

Ministro da Casa Civil, Rui Costa, também garantiu que as obras estruturantes para impedir novas tragédias serão incluídas no programa Novo PAC, como contenção de encostas, macrodrenagem e barramentos. 

55138442699_4df765d484_oll.jpg

Foto: Wagner Lopes / CC

O Governo do Brasil segue ampliando o apoio aos municípios atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira e iniciará o envio de técnicos especialistas de Minas Gerais e de outros estados para avaliar as áreas mais críticas e elaborar diagnósticos detalhados de risco. O trabalho vai subsidiar a definição das intervenções necessárias, incluindo medidas emergenciais e obras estruturantes para garantir segurança em encostas e áreas vulneráveis, além de permitir a estimativa do volume de investimentos que serão incluídos no programa Novo PAC.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, as visitas técnicas começam a partir desta terça-feira, 10 de março, e podem incluir sondagens e uso de equipamentos específicos para identificar o tipo de intervenção necessária em cada local. “A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, vai encaminhar a visita de técnicos especialistas daqui de Minas e de fora de Minas, nas diversas áreas, para que a gente possa ter um termo de referência para as áreas mais críticas o quanto antes. Com esse termo, conseguiremos precificar o montante do investimento necessário”, afirmou durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 9 de março, após visita aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, nesta segunda-feira, 9 de março, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, vai encaminhar a visita de técnicos especialistas daqui de Minas e de fora de Minas, nas diversas áreas, para que a gente possa ter um termo de referência para as áreas mais críticas o quanto antes. Com esse termo, conseguiremos precificar o montante do investimento necessário"
Rui Costa, ministro da Casa Civil

Segundo Costa, os estudos também vão indicar medidas de mitigação para uso eventual e temporário de ruas e avenidas, além de apontar as obras que garantirão segurança para moradores que vivem tanto no alto quanto abaixo das encostas.

NOVO PAC — Na ocasião, o ministro também garantiu que as obras estruturantes para impedir novas tragédias serão incluídas no programa Novo PAC, como contenção de encostas, macrodrenagem e barramentos. “Nós estamos falando de contratos do PAC já em andamento. No sentido da macrodrenagem, são 356 milhões de contratos, e três contratos existentes de encostas que somam em torno de R$ 40 milhões.”

Ele ainda explicou que as intervenções previstas nos municípios atingidos pelas chuvas se dividem em dois tipos: obras de reparo, que podem ser concluídas em até seis meses e serão executadas com recursos da Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e intervenções estruturantes, de maior complexidade. Segundo ele, já foram apresentados projetos de reconstrução e reparação no valor de R$ 52 milhões para ações emergenciais, enquanto obras mais robustas, como intervenções em encostas com alto risco, exigirão a elaboração de anteprojetos e estudos técnicos para definição das soluções e dos custos. 

HABITAÇÃO — Na semana passada, o Governo do Brasil anunciou o mecanismo de Compra Assistida para apoiar as famílias que perderam suas residências nos municípios da Zona da Mata mineira afetados pelas fortes chuvas dos últimos dias. O objetivo é garantir soluções rápidas e disponibilizar, ainda esta semana, um cadastro para que proprietários de imóveis possam manifestar interesse na venda.

Durante declaração à imprensa, o ministro da Casa Civil destacou que são habitações de moradores que já perderam suas residências. “Nós estamos falando de cerca de 2 mil unidades já confirmadas. Esse número, evidentemente, pode crescer a partir das visitas técnicas que serão feitas”, disse.

Com o apoio da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, os municípios também irão cadastrar as famílias que tiveram suas casas destruídas por deslizamentos. A Compra Assistida integra o programa Minha Casa, Minha Vida.

MEDIDAS PROVISÓRIAS — Em edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (9),, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou Medida Provisória que abre crédito extraordinário de R$ 266.512.000,00 em favor do MIDR para reforçar ações de resposta e recuperação em municípios da Zona da Mata de Minas Gerais atingidos por desastres climáticos. 

A medida destina recursos para despesas de custeio e investimento em ações de proteção e defesa civil, voltadas ao atendimento emergencial e à reconstrução em áreas impactadas por eventos extremos registrados na região. Os recursos atenderão demandas formalizadas junto à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) por municípios afetados pelas chuvas e outros desastres, com foco nas ações de resposta imediata e recuperação das áreas atingidas. 

A MP também prevê apoio financeiro às famílias residentes em áreas efetivamente afetadas, que sofreram danos materiais ou perda de bens. O benefício será direcionado a moradores de municípios com estado de calamidade pública reconhecido pelo Poder Executivo Federal.

Rui Costa também lembrou das duas medidas provisórias publicadas na última sexta-feira, 6 de março, que beneficiam famílias atingidas com o valor de R$ 7,3 mil e empresas com montante de R$ 500 milhões em financiamento. “Nós publicamos a Medida Provisória trazendo um crédito em torno de R$ 500 milhões, valores que podem ser modificados se a realidade dos projetos e das demandas se apresentarem necessárias. Na Medida Provisória, tem o auxílio de R$ 7,3 mil destinado, exclusivamente, para as famílias que perderam seus bens parcial ou totalmente”, explicou.

AJUDA HUMANITÁRIA — Outras ações também foram realizadas pelo Governo do Brasil, como o envio de kits de medicamentos e insumos estratégicos, além do envio de 22 toneladas de alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Presente na coletiva, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, lembrou que no primeiro momento, foi realizada a resposta de ajuda humanitária e o restabelecimento de serviços.

“Desde aquele primeiro momento, a gente está aqui lado a lado com a prefeita Margarida Salomão, sua equipe e a sociedade, tanto no restabelecimento do serviço público quanto na ajuda humanitária. Também em relação à habitação, seja com a Compra Assistida, seja linha de financiamento. O auxílio emergencial, porque quem vai comprar um apartamento através da compra assistida, o governo federal vai pagar os R$ 200 mil, que serão recebidos como doação do governo federal. E tem R$ 7,3 mil para comprar, provavelmente, alguns equipamentos, geladeira, fogão, cama, roupa de cama, para este novo apartamento. E a questão do financiamento”, apontou o ministro Waldez.


Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem