HEF reforça a importância dos cuidados com a saúde mental durante as festas de fim de ano

As celebrações podem trazer alegria, mas também podem representar desafios emocionais para algumas pessoas

HEF - Hospital Estadual de Formosa | Festas de fim de ano | Saúde mentalHospital traz a relevância dos cuidados com a saúde mental durante celebrações de fim de ano (Divulgação)


Com a temporada festiva chegando, o Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do governo de Goiás, reforça a necessidade da sensibilização da comunidade sobre a importância dos cuidados com a saúde mental durante as celebrações de fim de ano.

À medida que as festas de fim de ano se aproximam, uma atmosfera de alegria e celebração geralmente toma conta, mas para muitos estes períodos pode ser acompanhado por uma série de desafios emocionais que afetam diretamente a saúde mental. Questões como o estresse financeiro, decorrente dos gastos excessivos, e a solidão, agravada pela ausência de entes queridos, podem resultar em sintomas de depressão e ansiedade. Mudanças na dinâmica familiar e conflitos não resolvidos adicionam tensões emocionais, enquanto a pressão social por celebrações perfeitas e expectativas irrealistas contribui para sentimentos de inadequação. Questões familiares complexas, como divórcios e relacionamentos complicados, tornam as festas um terreno emocionalmente delicado.

Para Luiza Khalil, psicóloga do HEF, em meio a esses desafios, é crucial entender a singularidade de cada indivíduo, para que as pressões referentes aos padrões e práticas culturais das festividades de fim de ano não impactem negativamente na saúde mental.

“Sabe-se que as festividades tradicionalistas sempre acabam por remeterem práticas culturais, o que colabora para o surgimento do sofrimento psíquico, onde o que é considerado “fora do padrão” gera a sensação de impotência, de não pertencimento, o que não é a verdade, já que cada ser tem sua subjetividade e suas especificidades. Os principais impactos são justamente definidos pela distorção de realidade, culminando em psicopatologias como: ansiedade e depressão, por exemplo”, afirma Luiza.

 

Estratégias práticas

O diálogo desempenha um papel essencial na redução do impacto emocional relacionado às questões ligadas às festas de fim de ano. Em termos de estresse financeiro, a comunicação aberta sobre orçamentos e expectativas financeiras pode aliviar a pressão e permitir a busca de soluções conjuntas. Para enfrentar desafios emocionais durante as festas de fim de ano, adotar estratégias práticas é crucial. Estabelecer um orçamento consciente, buscar presentes significativos e desenvolver habilidades de gerenciamento financeiro ajudam a reduzir o estresse financeiro.

Para combater a solidão, explorar conexões virtuais, envolver-se em atividades de voluntariado e buscar encontros sociais são eficazes. Lidar com mudanças na dinâmica familiar exige comunicação aberta, flexibilidade nas tradições e, se necessário, mediação profissional. Enfrentar a pressão social envolve reavaliar o significado das celebrações, compartilhar experiências realistas nas redes sociais e estabelecer limites. No contexto de questões familiares complexas, praticar empatia, buscar apoio profissional e estabelecer limites saudáveis são estratégias essenciais para preservar o bem-estar emocional. Essas abordagens práticas capacitam os indivíduos a enfrentar os desafios das festas com resiliência e equilíbrio emocional.

 

Empatia e olhar atento

         A empatia e o autoconhecimento desempenham papéis fundamentais na capacidade de lidar com os desafios emocionais das festas de fim de ano. Ao cultivar a empatia, desenvolvemos uma compreensão profunda das experiências e sentimentos dos outros, o que pode melhorar significativamente as interações familiares. Ao reconhecer as emoções dos entes queridos e oferecer suporte emocional, criamos conexões mais sólidas e promovemos um ambiente mais acolhedor durante as celebrações.

        Além disso, a empatia consigo mesmo é igualmente crucial. Reconhecer nossos próprios limites, validar nossas emoções e praticar a autocompaixão contribuem para a resiliência emocional. Ao evitar a autocrítica excessiva e adotar uma abordagem compassiva em relação às nossas próprias imperfeições, conseguimos enfrentar os desafios de forma mais equilibrada.

     Luiza Khalil pontua que o olhar atento ao outro e a si mesmo cria um ambiente de compreensão mútua, promovendo o apoio emocional necessário.

    “Isso possibilita a comunicação aberta, a negociação de expectativas e a busca de soluções colaborativas para eventuais conflitos familiares. A empatia e o autoconhecimento são ferramentas poderosas para fortalecer os laços emocionais, aliviar tensões e contribuir para um ambiente mais saudável e acolhedor durante as festas de fim de ano”, conclui Luiza.

 

Assessoria de Comunicação do HEF

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