Governo pede ajuda para responder sobre passivo da Celg

A audiência fake promovida na quarta-feira (03\02) em Goiânia para discutir a venda da Celg causou momentos de constrangimento ao governo de Goiás. Desnorteados com a pergunta incisiva do senador Ronaldo Caiado (Democratas) sobre o valor do passivo da empresa, os técnicos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) por pouco não pediram ajuda aos universitários

O parlamentar chegou à audiência no momento em que as perguntas estavam abertas à plateia - composta em sua maioria pela claque do governo, já que policiais faziam uma triagem na porta da Acieg - e logo no início de sua explanação questionou os representantes do governo sobre o valor do passivo da Celg.

A pergunta provocou o silêncio dos técnicos, que recorreram a terceiros para tentar se livrar do embaraço. Marconi Perillo (PSDB) sempre se recusou a responder esta questão, já que o rombo foi causado pelo uso do dinheiro público para fazer caixa de campanha. Em vez de responder objetivamente, o representante da Sefaz, Moacyr Salomão, se enrolou e alegou que o momento não era oportuno.

“Isso é uma palhaçada”, reclamou o senador como mostra o vídeo divulgado na internet. “Nós goianos não sabemos qual é o passivo. Mas o passivo é próximo de R$ 6 bilhões”, afirmou, emendando em seguida que o governo de Goiás firmou contrato com a Caixa Econômica em que se promete a, no caso da venda das ações da CelgPar de forma conjunta com a Eletrobras, quitará R$ 1,9 bilhão de dívida com o banco.

Para o senador, a audiência não passou de puro teatro. “"Se não vieram para responder as nossas perguntas, para que fizeram essa audiência pública? O que se quer fazer com a venda da Celg é caixa de governo e deixar para Goiás a dívida acumulada para os goianos. Os consumidores terão de pagar por isso e a ganhadora do leilão irá receber a empresa sem dívidas", criticou.

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